"Queimando os últimos cartuchos", em Praga

Nos dois últimos dias em Praga fomos conhecer locais que, em princípio, tínhamos menos interesse, mas que ainda bem que tivémos tempo para os conhecer!

No sétimo dia fomos à Petrin, um Parque muito bonito, localizado próximo ao castelo de Praga, onde foi costruída, por Gustave Eiffel, uma miniatura da Torre Eiffel.

Miniatura da Torre Eiffel

Petrin
Neste dia ainda tivémos tempo para fazer "comprinhas" numa feirinha localizada no centro de Praga, e onde se pode encontrar "souvenirs" a preços bem mais em conta.

"Feirinha"
A noite fomos assistir à uma ópera (Il Trovatore) na Státní opera de Praga (Ópera Estatal), considerada uma das melhores. Vale mesmo a pena, pois os bilhetes não são caros (variam de 450 coroas checas - 18 euros - a 1500 coroas checas - 60 euros), e além de assistirmos à um espectáculo de grande qualidade, ficamos a conhecer uma casa de espectáculos maravilhosa!
Státní opera de Praga
 
Státní opera de Praga
No nosso último dia em Praga, ainda tivémos tempo para conhecer o Centro Comercial Palladium (localizado num edífício histórico no centro de Praga - na "Námesti Republiky"/ Praça da República), passar pela "Torre da Pólvora" e almoçar por lá.

Torre da Pólvora
Infelizmente havia chegado a hora de voltar pra casa. Voltamos com a sensação de estarmos muito mais "ricos", mas com a certeza de que ainda teria muito mais para nos "enriquecer"!

Texto e fotos: Juliana Iorio (Protegidos pelo Direito de Autor)

Conhecendo outras cidades da República Checa

Quem pensa que na República Checa só há a cidade de Praga para conhecer, está redondamente enganado!

Nas minhas pesquisas sobre este país, antes de ir, descobri uma cidade medieval, chamada Césky Krumlov, e decidi lá ir. Por isso, no meu quinto dia na República Checa, fomos conhecer esta cidade, localizada há 180 quilómetros de Praga. Alugámos um carro (um Skoda - carro produzido na República Checa - a 50 euros/dia) e chegámos nesse paraíso! Paraíso porque a cidade parece um cenário! Temos a nítida sensação de que acábamos de entrar para dentro de um filme de época, ou de que regressamos ao passado. É mesmo linda!
Césky Krumlov
Através da Torre do Castelo
Como em Praga, Césky Krumlov possui um castelo para visitar, e como em Praga, até conseguirmos chegar ao castelo parámos para ver infinitas "coisas" pelo caminho. O castelo também é grande, não tão grande como o de Praga, mas merece a pena ser visto. Sobretudo o seu jardim! Como só conseguimos chegar ao castelo às 15h30, e, infelizmente, a parte interior encerra para visita às 16h00, não conseguimos visitar todo o castelo. Subimos à torre, que nos dá uma visão espectacular dessa cidadezinha, e nos perdemos no maravilhoso jardim desse castelo, que felizmente fica aberto até mais tarde, e vale mesmo a pena conhecer!


Jardins do castelo de Césky Krumlov

Jardins do castelo de Césky Krumlov

No nosso sexto dia na República Checa, fomos conhecer a segunda maior cidade deste país: Brno (que está há cerca de 200 quilómetros de Praga). Trata-se de uma cidade menos turística, uma "grande urbe", onde é possível encontrar uma vida mais urbana e conhecer o verdadeiro ritmo de vida da população checa, fora do roteiro turístico. Famosa pelas suas Universidades, Brno está para a República Checa, como Coimbra está para Portugal.
Brno
Em Brno, vale mesmo a pena visitar a Catedral de São Pedro e Paulo. Com um estilo gótico, como grande parte das igrejas na República Checa, esta possui um dos vitrais mais bonitos já vistos, mas que não se pode fotografar.

Catedral de São Pedro e Paulo
Tanto em Brno, como em Césky Krumlov, encontrámos preços ainda mais baratos do que em Praga.

Também foi interessante observar que: o preço do diesel e da gasolina na República Checa são, praticamente, iguais e que não há portagens/ pedágios nas auto-estradas (os carros devem ter um selo, págo anualmente - cerca de 43 euros - que os permite circular por toda a República Checa durante o ano).
Texto e fotos: Juliana Iorio (Protegidos pelo Direito de Autor)

O quarto dia em Praga

No quarto dia em Praga fomos "dar a volta" ao famoso Castelo de Praga. Há dois tipos de bilhetes (um que custa 250 coroas checas/ 10 euros e dá direito a conhecer alguns locais do castelo; e outro que custa 350 coroas checas/ 14 euros e dá direito a conhecer todo o castelo. Como íamos passar o dia lá, optamos por aquele que dá acesso à tudo. Vale lembrar que este bilhete é válido por dois dias consecutivos, no caso de não se conseguir visitar tudo no primeiro dia).
Obviamente, na ida para lá, encontrámos a Igreja Barroca de Nossa Senhora do Loreto, também referenciada nos roteiros turísticos.
Igreja de Nossa Senhora do Loreto
No Castelo, começamos por assistir à troca da guarda (que acontece todos os dias ao meio-dia), e demos início a visita, propriamente dita, pela Igreja de São Vito (maravilhosa e enorme!). Depois fomos conhecer o Palácio, outra igreja e o seu claustro (que agora virou museu e abriga dezenas de pinturas e esculturas), e visitar a Rua do Ouro, com as casinhas mobiliadas como antigamente. Uma graça!
A troca da guarda no castelo de Praga
Rua do Ouro
Perca-se nesse Castelo, que mais parece um burgo rodeado por muralhas, e passe pelo menos um dia lá. Vai ver que não irá se arrepender!

No fim deste dia, ainda tivémos tempo para subir a Torre do Relógio Astronómico, localizado no centro de Praga, e de lá contemplar a magnífica vista que esta proporciona sobre os quatro cantos dessa cidade.

Vista de Praga a partir da Torre do Relógio Astronómico
Texto e Fotos: Juliana Iorio (Protegidos pelo Direito de Autor)

Mais um dia em Praga

No terceiro dia em Praga fomos conhecer a famosa "Cervejaria "U-Flecku", definitivamente a melhor cerveja preta que já bebi.

Pivovar (Cervejaria) U Flecku
A melhor cerveja!
Esta cervejaria só produz cerveja preta, mas ela não tem nada a ver com a maioria das cervejas pretas que conhecemos. É leve, saborosa, e tem um espuma... é mesmo deliciosa! Aliás, cerveja em Praga é mato! Ou seja, há milhares de marcas para todos os gostos. Umas melhores, outras não tão boas, mas não se pode dizer que existe cerveja ruim em Praga. Há lugares que só servem meio litro, mas o incrível é que não ficamos "cheios", pesados, com aquela sensação de que bebemos cerveja. E como não sentimos o efeito do alcool, continuamos a beber! ;)

O preço das cervejas variam consoante as marcas e o local. O preço mais baixo que pagamos foi 29 coroas checas por meio litro (pouco mais de 1 euro) e o mais caro foi 95 coroas chegas (quase 4 euros). Nos locais turísticos costuma ser mais caro. Mesmo assim, comparada com outras cidades turísticas, não se pode dizer que Praga seja uma cidade cara. A média de preço dos almoços para duas pessoas é de 20 a 25 euros. A comida, como eu já referi anteriormente, é muito a base de batatas, salsichas, carne de porco, mas também há muito frango e pato. Por isso, para quem gostar da culinária checa, há boa comida, a bons preços!

Frango panado com salada de batata
Salsicha

Eisbein

No entanto, quem não for muito apreciador desse tipo de comida, poderá optar pelas centenas de restaurantes italianos espalhados por toda a cidade. A maioria destes não pertencem à italianos. Seus proprietarios são pessoas provenientes de outros países do leste europeu, que decidiram explorar a cozinha italiana na República Checa. Mas, apesar disso, as pizzas e massas que lá encontrámos não diferem da maioria dos restaurantes italianos que conhecemos.

Por fim, para os apreciadores dos fast foods, lá poderão encontrar todas as cadeias de "comida rápida" que se tem conhecimento: Mc Donald´s, KFC, Burguer King, Subway e até a famosa cadeia norte-americana T.G.I fridays. Por isso, em Praga, ninguém fica sem comer!

Para a sobremesa, os "loucos" por doce (como eu) não podem deixar de experiementar o "strudel", que é bom em qualquer lugar, os gelados (sorvetes) espalhados por toda a cidade (há até um de Absinto, à venda numa "Absinteria") e os chocolates checos (comercializados em casas especializadas).

Mas de volta à este terceiro dia, após conhecermos e almoçarmos na Cervejaria U - Flecku, fomos dar um passeio de barco pelo Rio Vltava (que custa 250 coroas checas/ 10 euros por pessoa) e depois terminámos este dia "gastronómico" no famoso Café do Hotel Imperial (considerado um dos 10 Cafés melhores do mundo!)
Texto e fotos Juliana Iorio - Protegidos pelo Direito de Autor

O segundo dia em Praga

O nosso segundo dia em Praga teve início com a ida ao "Castelo de Praga". No entanto, até lá chegar, foram tantas as coisas que vimos pelo caminho, que acabámos por lá chegar só às 17h00. Como as visitas encerram às 18h00, e esse castelo é enorme (gasta-se, pelo menos, um dia a visitá-lo), achamos melhor lá voltar com mais tempo, para explorá-lo como deve de ser!

Para chegar ao castelo, atravessamos o Rio Vltava, vimos o lindíssimo edifício da Filarmónica de Praga, conhecemos a Igreja do Salvador, a Igreja de São Francisco, atravessámos a famosa "Charles Bridge", chegámos ao bairro de Mala Strana, conhecemos a Igreja de São Nicolau e, aí sim, chegámos ao castelo!

Edifício onde actua a Filarmónica de Praga

Charles Bridge

Igreja de São Francisco
Igreja de São Nicolau
Só a vista que se tem do castelo nos obriga a parar e a contemplar... A Catedral de São Vito, que fica dentro do castelo, e que deixamos para visitar ao pormenor num outro dia, é, simplesmente, maravilhosa! Mas ainda dentro do castelo há outras igrejas, claustros, museus e até ruas! Parece que estamos num burgo, rodeado por uma muralha, e que regressamos no tempo... O primeiro impacto foi mesmo de tirar o fôlego e, por isso, tivémos de lá voltar!

Vista do Castelo de Praga
Fachada da Catedral de São Vito
Texto e fotos Juliana Iorio - Protegidos pelo direito de autor

Reconhecendo o terreno...

No primeiro dia em Praga fizémos um "reconhecimento do terreno".
Logo aí, apercebemo-nos de que a cidade oferecia muita coisa!
O Museu Nacional, e o início da Praça Venceslau
Neste simples "reconhecimento" tivémos a oportunidade de ir do Museu Nacional, que fica ao ínício da Praça Venceslau, e de lá ir até ao centro de Praga; ver o famoso relógio astronómico, ir até ao bairro judeu e deste bairro cair às margens do Rio Vltava (Rio Moldava).

O relógio astronómico
Vimos, rapidamente, da New Town a Old Town, e esse percurso ocupou-nos o todo dia, devivo a quantidade de cantos e recantos que fomos descobrindo pelo caminho.

O Bairro Judeu

O Rio Vltava
Muitas coisas nos chamava a atenção e nos obrigava a parar e a contemplar... "Coisas" que nos levam à novas descobertas e, quando damos conta, o dia já acabou! Porque há também "feirinhas" no meio do caminho que nos "obrigam" a parar para experimentar a cerveja, o presunto, a salsicha, o milho cozido e muita, mas muita batata (frita, assada ou cozida)! Neste dia, ao voltar para o hotel, acabamos por descobrir "sem querer" a também famosa "Opera House" (Ópera Muncipal).

Opera House
Foi um dia bem passado! E que, certamente, teve que ser "passado a pente fino" num outro dia.
Texto e fotos Juliana Iorio (protegidos pelo direito de autor)

Uma viagem deve ser preparada!

Cheguei em Praga, no aeroporto, às 5h00 da manhã. Como é óbvio, a essa hora tudo ainda estava fechado. Por isso, eu já fui preparada! Já sabia que haviam caixas electrónicos para levantar (sacar) dinheiro ou trocar a moeda; que não valia a pena pegar táxi; que se descesse na última paragem (parada) do autocarro (ônibus) 119, lá poderia apanhar o metro até ao centro de Praga; que teria de comprar o bilhete do autocarro numa máquina e que, para isso, iria precisar de moedas (coroas checas).
Pois bem! Os caixas electrónicos, onde sacamos dinheiro local com cartão de débito, costumam pagar um valor muito melhor do que as caixas de “change" (que simplesmente trocam o dinheiro). Por isso, deixámos para sacar o dinheiro nos caixas electrónicos, conforme fomos precisando durante a viagem, e na caixa de “change" só trocamos o suficiente para apanharmos o autocarro. Colocámos 5 euros, recebemos em troca moedas (coroas checas) suficientes para comprarmos o bilhete de autocarro na máquina, e fomos embora!
Há 3 tipos de bilhetes em Praga:
- O que custa 24 coroas checas permite circular, durante meia hora, em todos os transportes públicos (metro, autocarro/ônibus, eléctrico/bonde);
- Com 32 coroas checas o tempo de circulação aumenta para 90 minutos;
- E por 110 coroas checas você pode circular durante 24 horas.
Descemos na paragem "Dejvická" (última do autocarro 119), apanhámos o metro até a paragem "Muzeum" e lá perguntamos como ir para o nosso hotel. Fácil, fácil, fácil!
Às 8h30 da manhã já havíamos deixado as malas no hotel e saído para começar a desbravar essas plagas!
Amanhã conto o que fizémos no nosso primeiro dia em Praga!

Praga - República Checa

Viajar é, definitivamente, a melhor coisa que podemos fazer durante a nossa vida!

E nada melhor do que escrever sobre uma viagem, assim que acabamos de fazê-la! A memória ainda está fresca e conseguimos eternizar momentos que poderiam ser esquecidos.

Pois bem! Acabo de chegar de Praga (República Checa) muito mais "rica" e com uma ânsia enorme de partilhar com o mundo toda essa riqueza!

Há quem diga que Praga é uma cidade pequena, que se conhece em dois dias... Para essas pessoas, lamento vos desiludir, mas vocês, de facto, não conheceram Praga!

Eu que fui com uma viagem programada ao pormenor - como só uma Personal Guide sabe fazer! :) - e lá fiquei durante uma semana, digo-vos que, se tivesse ficado mais, certamente teria muito mais para descobrir!

Praga é uma "caixinha de surpresas"! A cada lugar que vamos deparamo-nos com algo interessante para ver e..., logo a seguir, algo novo para ver, e..., ao virar da esquina, mais outro lugar para ver, e..., ao subir umas escadas, mais uma nova surpresa, e..., ao descer uma ladeira, outra coisa maravilhosa, e..., ufa!!! E anda-se, anda-se, anda-se... e parece que as descobertas não têm fim! No final, acabamos rendidos pelo cansaço, viramos as costas e voltamos para o hotel na certeza de que havia muito mais para conhecer, e que teremos que voltar no dia seguinte para recomeçar de onde parámos.

Enfim... são monumentos, museus, igrejas, teatros, filarmónicas, óperas, ballets, igrejas, castelos, uns do lado dos outros! Para quem gosta das Artes em geral, Praga oferece, a cada esquina, uma gama variadíssima de concertos, apresentação de ballets, teatros, óperas, para todos os gostos e bolsos! Há até Teatro de Marionetes! Todas as igrejas também oferecem, diariamente, apresentações de árias dos melhores compositores de música clássica. É, realmente, um deleite para quem gosta!

O Museu Nacional, a Ópera Estatal, a Filarmónica e o Teatro Nacional são as casas mais conceituadas. Mas a cidade "transpira" Arte, em todas as suas vertentes, por todos os poros, e quem está lá "respira" isso!

Dizem que há muita coisa voltada, exclusivamente, para o turismo, o que não é de se admirar visto que a cidade vive disso. O turismo é o grande motor e impulsionador da economia de Praga e, nem por isso, esta cidade é cara. Antes pelo contrário! O facto é que, por conta disso, é muito fácil ser-se turista em Praga! Quase todo mundo fala, pelo menos, o inglês básico, suficiente para se comunicar, e os transportes públicos funcionam como uma "sinfonia"! Ou seja, são fáceis de usar, baratos, circulam por toda a cidade e fazem do carro um objecto totalmente dispensável!

A partir de amanhã vou vos contar essa minha aventura, desde o planeamento desta viagem até a descoberta de que, todo mundo, pelo menos uma vez na vida, merece visitar Praga! Não percam!